Saturday, March 24, 2007

Podem me chamar de chata, mas...

Hoje vi um menininho de uns 4 anos fazendo xixi na rua no maior exibicionismo, ai tinha pessoas da familia dele por perto que acharam a maior graça, e é claro que o menino achou que estava arrasando. Daqui a alguns anos vai ser um adulto que vai achar a coisa mais normal do mundo abrir o ziper da calça e urinar em qualquer canto. Outro dia vi um pai dando uma bala para o filho, o filho jogou o papel no chao e o pai nao disse nada... Meu Deus, mas educaçao começa no berço. O que me faz lembrar que ha alguns anos eu namorava um cara que era engenheiro, tinha uns 30 e tantos anos, um dia ele abriu a janela do carro e jogou lixo pra fora, nao precisava dizer que o interesse que eu tinha acabou ali mesmo, e isso vinha de alguém que supostamente era educado, no fundo essas coisas vem da infancia, lembrei de um texto em ingles que acho lindo:

"All I Ever Really Needed to Know I Learned in Kindergarten"

Most of what I really need to know about how to live, and what to do, and how to be, I learned in Kindergarten. Wisdom was not at the top of the graduate school mountain, but there in the sandbox at nursery school.

These are the things I learned..

Share everything.
Play fair.
Don't hit people.
Put things back where you found them.
Clean up your own mess.
Don't take things that aren't yours.
Say sorry when you hurt somebody.
Wash your hands before you eat.
Flush.
Warm cookies and cold milk are good for you.
Live a balanced life.

Learn some and think some and draw and paint and sing and dance and play and work every day some.

Take a nap every afternoon.
When you go out into the world, watch for traffic, hold hands, and stick together.
Be aware of wonder. Remember the little seed in the plastic cup? The roots go down and the plant goes up and nobody really knows how or why, but we are all like that.

Goldfish and hamsters and white mice and even the little seed in the plastic cup - they all die. So do we.

And then remember the book about Dick and Jane and the first word you learned, the biggest word of all: LOOK.

Everything you need to know is in there somewhere.
The Golden Rule and love and basic sanitation.
Ecology and politics and sane living.

Think of what a better world it would be if we all - the whole world had cookies and milk about 3 o'clock every afternoon and then lay down with our blankets for a nap. Or if we had a basic policy in our nation and other nations to always put things back where we found them and cleaned up our own messes. And it is still true, no matter how old you are, when you go out into the world, it is best to hold hands and stick together.

Passei no teste!!!

Ontem finalmente fiz o teste de holandês, que é o primeiro passo rumo a Holanda, sem ele nao posso dar entrada no pedido de visto.
Estava um poço de insegurança nos ultimos dias e uma pilha de nervos, mas no fim deu tudo certo, fiz 100% na primeira parte, e na segunda parte fiz 35 pontos, o minimo para passar era 16.
Mas como nem tudo sao flores... estou aguardando meus papéis que estao no Ministério de Relaçoes Exteriores, para serem legalizados, faz mais de um mês que enviei e até agora nada... Burocracia brasileira!

Monday, March 19, 2007

Brasileiro é engraçado...

Faz algumas semanas que o flme "Turistas" estreou aqui no Brasil, e antes mesmo da estréia havia o tal protesto circulando em correntes de email pedindo o boicote do filme. Eu nao assistiria esse filme por nao fazer o meu genero, nao gastaria dinheiro com ele, sendo que ha tantos outros que valem uma ida ao cinema. Agora até parece que isso vai denegrir a imagem do Brasil, a imagem ja esta mais do que caida, e nao precisa do filme, basta a realidade, tb nao é o filme que vai impedir a vinda dos turistas pra ca, pois as noticias ja os espantam quando fala dos inumeros casos de turistas assaltados e assassinados.
Mas estou comentando somente agora esse fato, pois vi um comentario no blog http://ideiasdespedacadas.blogspot.com/ e gostei muito, la tb falava em um post no orkut que tb expressa a minha opiniao em relaçao a tudo isso:

“Brasileiro é engraçado...
Brasileiro faz de tudo para pagar menos imposto.
Brasileiro move mundos e fundos para escapar do Serviço Militar.
Brasileiro avança sinal vermelho, pára em cima da faixa de pedestres, estaciona em fila dupla, coloca engate no carro para "proteção", compra toca-fitas roubado, adultera a placa do carro para não levar multa, dá uma "cervejinha" para o guarda.
Brasileiro faz "gato" para não pagar água, luz e TV a cabo.
Brasileiro elege uma cambada de ladrões para governar o Brasil. Quatro anos depois, o brasileiro reelege a cambada.
Brasileiro joga papel no chão e urina na rua. O cachorro do brasileiro faz cocô na rua e o brasileiro não recolhe.
Brasileiro vandaliza trem, banheiro, metrô, ônibus, orelhão, estátua, túmulo, propriedade pública ou privada.
Brasileiro gosta de levar vantagem em tudo.
Brasileiro gosta de furar fila, de ser mais esperto que os espertos.
Brasileiro cheira cocaína, fuma maconha. E depois vai fazer passeata contra a violência.
Brasileiro trata mal e explora o turista. E também assalta e mata o turista. Brasileiro ganha muito dinheiro com o turismo sexual.
Brasileiro aplaude filme americano que mostra os podres dos americanos, aplaude o Michael Moore e aplaude aquele cara que passou um mês comendo Big Mac.
Brasileiro não gosta de ver os próprios podres, mas adora ver os podres dos outros.
Aí aparece um filme americano que mostra os podres do Brasil, certas verdades incômodas. Brasileiro tem um surto de patriotismo rastaqüera, se enrola na bandeira e xinga, esperneia, reclama, discursa. Até parece época de Copa do Mundo.
Brasileiro é hipócrita.
Brasileiro é essa merda que o filme americano mostra.”

Outro artigo que fala sobre isso: http://www.duplipensar.net/artigos/2006-Q4/filme-turistas.html

E acho que nao precisa dizer mais nada.

Os nossos males

"Dos nossos males A nós bastam nossos próprios ais, Que a ninguém sua cruz é pequenina. Por pior que seja a situação da China, Os nossos calos doem muito mais..." Mario Quintana

Friday, March 16, 2007

Trabalho

Estava pensando no post abaixo, e o que quero pra mim no futuro proximo. Ja fui uma verdadeira "workaholic" trabalhava 10, 12 horas por dia e era bem feliz, eu era coordenadora pedagogica de uma escola de inglês e o meu chefe estimulava a competiçao entre as escolas da rede, todos os meses recebiamos as estatisticas das melhores escolas e é claro que eu queria ser a melhor, e por isso trabalhava muito! E mesmo sendo a melhor para ele nunca era suficiente e eu vivia em completa insegurança: eu sinceramente amava o meu trabalho, tinha uma relaçao muito boa com grande parte daas pessoas com as quais trabalhava, um carinho especial por varios alunos, um ambiente de trabalho que me provia muito mais do que o necesserario, além de um excelente salario, plano de saude, e outras vantagens...
Por dois anos tive a rotina de trabalhar 6 dias por semana,e dar muito de mim, aprendi muito, mas tb acho que trabalhava todas essas horas por nao ter ninguém pra quem voltar pra casa, nao ter namorado, meus pais morarem em outra cidade e os meus amigos serem em grande parte os do trabalho, entao nao tinha vida social.
Tudo acabou com a escola fechando, e o motivo foi que o dono "fugiu" do pais com todo o dinheiro, e apesar de ter entrado com o processo, nunca recebi um centavo dos R$40 MIL que eles me deviam.
Esse baque demorou pra passar, quando morei na França, na esquina da minha casa tinha um " Wall Street Institute", é assim que a escola se chama, e sempre que eu passava por la me dava uma dor...
Sei que o meu futuro é na Holanda, e la além de nao poder ser professora, sei que nao qero mais trabalhar nessa area, ainda nao sei direito o que quero fazer, penso em voltar a estudar, fazer um curso de hotelaria ou psicologia. Mas assim que chegar tenho que me dedicar a aprender muito bem holandês.
Nao quero ter um trabalho em tempo integral, sim quero trabalhar em algo que me de prazer, mas também quero cuidar de mim, fazer outras coisas que gosto, cuidar do meu relacionamento, e se um dia tiver um filho no primeiro ano nao quero trabalhar, acho que o bebê precisa muito da mae nesse primeiro ano, e tb nao tenho estrutura pra fazer tudo ao mesmo mesmo, sinceramente nao quero abraçar o mundo com as maes, nem quero ficar estressada, chata, cansada, estou muito longe de ser uma super mulher daquelas que conseguem fazer tudo.
E sei que tenho sorte em ter um namorado que vai e pode me apoiar, e também por morar em um pais que vai permitir com que eu faça isso, que preza muito a qualidade de vida do ser humano, ao invés da cultura do consumismo, sei que se morasse nos EUA, isso ja nao seria possivel.
Mas vou ficando por aqui, ja escrevi demais por hoje.

Wednesday, March 14, 2007

Pensamentos Rebeldes

Recebi esse texto por email, achei o texto hilario...! E quem ja nao sonhou em poder ficar sem trabalhar em poder ficar em casa por um tempo fazendo as coisas mais banais e cuidando de si? O problema é que se nao nasci com muito dinheiro, vou sempre ter que depender de alguém... e isso é barra!


PENSAMENTOS REBELDES
São 7h.
O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou TÃO acabada, não queria ter que trabalhar hoje.
Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando até.
Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles.
Se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas.
Aquário? Olhando os peixinhos nadarem.
Espaço? Fazendo alongamento.
Leite condensado? Brigadeiro.
Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.
Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher e porquê ela fez isso conosco, que nascemos depois dela?
Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, a trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando crianças, freqüentando saraus, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã, tampouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço".
Que espaço, minha filha? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo a seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer? Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo da cruz.
Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda. Antigamente, os casamentos duravam
para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard e, se duvidar, nem vôlei.
Por quê?! Digam-me por quê um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com a macharada? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo. Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, que sapatos, acessórios, que perfume combina com o meu humor, nem de ter que sair correndo, ficar engarrafada, correr o risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas. Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações.
Viramos super mulheres, continuamos a ganhar menos do que eles. Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

Chega, eu quero alguém que pague minhas contas, abra a porta para eu passar,
puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela - ai, meu Deus, 7h30, tenho que levantar!, e tem mais, que chegue do trabalho, sente no sofá,coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz uma dose de whisky, por favor?", descobri que nasci pra servir.

Cês pensam que eu to ironizando?
Tô falando sério!
Estou abdicando do meu posto de mulher moderna...
Troco pelo de Amélia.
Alguém se habilita?

Thursday, March 08, 2007

Com os nervos a flor da pele...

Ja faz uns dias que nao estou legal, irritada, entediada, com tantos outros sentimentos que nem sei ao certo e muito chorona, ontem tive uma crise com o anjo do meu namorado no skype, chorei tanto que os meus olhos ficaram doendo por horas a fio depois de terminada a crise, e eu nem sei mais porque tudo começou. So sei que literalmente meus hormonios estao a mil, a bendita TPM que desencadeia tudo isso, e tb o medo de nao passar no teste, a auto-estima que esta la embaixo, saudades do Joost, e as vezes fico pensando que apesar de eu ter toda a certeza do mundo que ir para a Holanda é o que quero para a minha vida, bate um medo, vem a consciencia de que tudo sera muito dificil no começo, uma lingua incrivelmente dificil, sem amigos, sem poder trabalhar, ai ai ai... mas eu supero, agora tenho que me focar em passar no temido teste de holandes, e perder muito peso...

Monday, March 05, 2007

A novela do passaporte!

Semana passada a policia federal me fez passar por muita raiva! Meu Deus! Quanta burocracia pra tirar um passaporte, tive que voltar la 3 vezes! Primeiramente, porque minha foto nao estava boa, e eu nao tinha a certidao de quitaçao eleitoral, somente o comprovante de que havia pago as taxas de que nao havia votado, mas isso nao era o suficiente. Depois, eles precisavam de 3 comprovantes de residência, 1 nao era suficiente, pois o meu titulo eleitoral nao era de Curitiba, e enfim o passaporte vai demorar 2 semanas para ser emitido, e vou tê-lo em maos antes de ir para Sampa fazer o meu teste, pois o consulado holandes pede o passaporte. Naolembro dessa burocracia toda nas outras vezes em que fiz a requisiçao de passaporte, e é claro que nao era somente comigo, vi outras tantas pessoas tb terem que voltar pra buscar algum outro documento. Brasil....